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Automação de contratos: do modelo à assinatura, sem copiar e colar

Como automatizar contratos num escritório de advogados: modelos com cláusulas condicionais, dados que entram uma vez, IA na revisão e o ciclo de vida do contrato (CLM).

Por TogaTech · Atualizado a

Em resumo.

  • A automação de contratos gera um contrato a partir de um modelo com campos e cláusulas condicionais, preenchido com dados que já existem, em vez de copiar o último contrato parecido e substituir à mão.
  • O ganho não está só na redação. Está no ciclo de vida do contrato: pedido, minuta, revisão, aprovação, assinatura, arquivo e acompanhamento de datas (renovações, prazos de denúncia).
  • A IA ajuda a extrair dados de contratos existentes, a comparar uma versão com o modelo da casa e a propor cláusulas. A revisão e a decisão ficam com o advogado.
  • O ponto de partida é escolher os contratos que se repetem mais e transformar a versão boa num modelo, não automatizar tudo de uma vez.

O que é a automação de contratos?

É usar software para gerar, acompanhar e arquivar contratos a partir de regras definidas pelo escritório. No centro está um modelo: o texto do contrato com campos (partes, valores, datas) e cláusulas condicionais que só entram quando se verificam certas condições, como haver fiador ou uma das partes ser uma sociedade.

A diferença para o método habitual é grande. Hoje, em muitos escritórios, um contrato novo nasce de abrir o último parecido, guardar com outro nome e substituir nomes e números. É rápido até ao dia em que fica um nome do cliente anterior, uma cláusula que já não se aplica ou uma versão desatualizada do modelo. A automação de contratos é uma forma específica de automação de documentos jurídicos, com a particularidade de o contrato ter vida depois de assinado.

O que é o ciclo de vida do contrato (CLM)?

Contract lifecycle management, ou CLM, é o nome que se dá à gestão do contrato do princípio ao fim. Cada fase tem trabalho que se repete e, por isso, pode ser automatizado em parte.

FaseO que aconteceO que se automatizaO que fica com o advogado
PedidoO cliente ou a equipa pede um contratoFormulário que recolhe os dados necessáriosPerceber o que o cliente realmente precisa
MinutaPrimeira versão do contratoGeração a partir do modelo e dos dadosAjustar ao caso concreto
RevisãoNegociação com a outra parteComparação entre versões e com o modelo da casaAceitar ou recusar alterações
AprovaçãoQuem tem de validarEncaminhamento e avisosA aprovação em si
AssinaturaAssinatura das partesEnvio para assinatura eletrónica e recolhaConfirmar a versão final
AcompanhamentoRenovações, denúncias, pagamentosRegisto das datas e avisos antes de venceremDecidir renovar, renegociar ou denunciar

Que contratos compensa automatizar primeiro?

Os que se repetem com pouca variação: contratos de arrendamento, prestação de serviços, confidencialidade, contratos de trabalho, procurações, cartas de honorários e propostas de avença. A regra prática é simples: se o escritório faz o mesmo tipo de contrato várias vezes por mês e a maior parte do texto não muda, é candidato.

  • Volume: quantas vezes por mês se faz este contrato.
  • Variação: quantas versões diferentes existem e de que dependem.
  • Origem dos dados: se os dados das partes já estão numa ficha de cliente ou num CRM para advogados, ou se têm de ser escritos de novo.
  • Risco: onde é que um erro de cópia custa mais.

Contratos únicos e muito negociados (uma operação societária complexa, por exemplo) beneficiam menos da geração automática e mais de ferramentas de revisão e de comparação de versões.

Como entra a IA na gestão de contratos?

  • Extração de dados: ler contratos antigos e tirar partes, datas, valores, prazos de renovação e de denúncia para uma tabela. Ver extração de dados.
  • Comparação com o modelo da casa: assinalar o que a outra parte alterou e onde a versão se afasta das posições habituais do escritório.
  • Propostas de redação: sugerir uma cláusula a partir dos modelos e do tom do escritório.
  • Resumos: um resumo do contrato para o cliente ou para quem pega no assunto a meio.

A IA propõe, o advogado decide. Uma cláusula sugerida ou um dado extraído só entra no contrato depois de revisto.

Como se começa a automatizar contratos?

  1. Mapear processos: como nasce hoje um contrato, quem o pede, quem o redige, quem aprova, onde fica guardado.
  2. Identificar requisitos: que contratos se repetem, que cláusulas variam e de que dependem, que dados já existem noutro sítio, quem tem de aprovar.
  3. Escolher a versão boa de cada contrato e transformá-la num modelo com campos e condições, revisto por quem conhece a matéria.
  4. Implementar soluções: ligar o modelo à fonte dos dados, ao fluxo de aprovação e à assinatura, sem trocar as aplicações que o escritório já usa.
  5. Testar com casos reais antes de entrar no dia-a-dia, e manter os modelos atualizados quando a lei ou a prática mudam.

É o método da TogaTech em qualquer projeto de automação jurídica, por projeto e à medida de cada escritório.

Que erros se devem evitar?

  • Automatizar o contrato errado. Começar pelo mais complexo em vez do mais repetido.
  • Modelos sem dono. Se ninguém é responsável por manter o modelo, ele desatualiza-se e volta-se ao copiar e colar.
  • Dados escritos duas vezes. Se o modelo não vai buscar os dados à ficha do cliente, a automação só muda o sítio onde se escreve.
  • Esquecer o depois. Um contrato assinado com uma data de renovação que ninguém regista é um problema adiado.

Perguntas frequentes.

O que é a automação de contratos?

É gerar contratos a partir de modelos com campos e cláusulas condicionais, preenchidos com dados que já existem, e acompanhar o contrato depois de assinado, com as datas de renovação e de denúncia registadas e avisos antes de vencerem.

Qual a diferença entre automação de contratos e CLM?

A automação de contratos costuma referir-se à geração do documento. O CLM (contract lifecycle management) cobre o ciclo completo: pedido, minuta, revisão, aprovação, assinatura, arquivo e acompanhamento. Num escritório, compensa pensar nas duas coisas juntas.

A IA pode redigir contratos sozinha?

Pode propor um rascunho, mas não deve ser usada sem revisão. Funciona melhor presa aos modelos e ao tom do escritório do que a escrever do zero, e tudo o que produz tem de ser revisto e aprovado pelo advogado.

Preciso de trocar o Word para automatizar contratos?

Não necessariamente. Muitas soluções geram o contrato no formato que o escritório já usa, a partir de modelos feitos no mesmo editor. O que muda é de onde vêm os dados e quem mantém os modelos.

A TogaTech automatiza contratos?

Sim, como parte dos projetos de automação jurídica: modelos com cláusulas condicionais, ligação à ficha do cliente, fluxo de aprovação e registo das datas importantes, à medida de cada escritório. Começa com uma demonstração gratuita.

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