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CRM para advogados: o que é um CRM jurídico e como escolher

O que é um CRM para advogados, em que difere de um CRM genérico e de um software de gestão de processos, o que deve ter, quando chega um de prateleira e quando compensa um CRM jurídico à medida. Com uma lista de critérios para escolher.

Por TogaTech · Atualizado a

Em resumo

  • Um CRM para advogados (ou CRM jurídico) organiza o escritório à volta do cliente e do processo, e não da venda: quem é o cliente, que processos tem, em que fase está cada um, que prazos correm, quem responde e o que há para faturar.
  • Um CRM genérico pensa em negócios a fechar. Um escritório precisa de fases processuais, prazos com responsável, conflitos de interesse e honorários.
  • Não existe "o melhor CRM para advogados" em abstrato. Existe o que encaixa no tamanho, nas áreas de prática e no software que o escritório já tem.
  • Um CRM de prateleira chega quando o escritório trabalha de forma comum. Um CRM à medida compensa quando as fases mudam de área para área ou quando o CRM tem de falar com várias aplicações.

O que é um CRM para advogados?

CRM quer dizer gestão da relação com o cliente. Num escritório de advogados, isso traduz-se num sítio único onde se vê, para cada cliente, os processos que tem, a fase em que está cada um, os prazos que correm, quem é o responsável, o que foi combinado em honorários e o que falta faturar. É a memória do escritório, fora da cabeça e das caixas de correio de cada pessoa.

Quando essa informação vive espalhada por emails, folhas de cálculo e agendas pessoais, o escritório funciona enquanto ninguém falta. O CRM é o que permite que um colega pegue num processo a meio sem ter de perguntar tudo a quem o tinha.

Em que difere de um CRM genérico?

AspetoCRM genéricoCRM jurídico
Unidade de trabalhoO negócio a fecharO cliente e o processo
FasesUm funil de vendas igual para todosFases por área de prática e por tipo de processo
PrazosTarefas com dataPrazos e diligências com responsável atribuído
DinheiroValor do negócioHoras, avenças, honorários e despesas por processo
PartesContactosClientes, partes contrárias e a verificação de conflitos de interesse
DocumentosAnexos soltosA pasta do processo e os modelos do escritório

Dá para adaptar um CRM genérico, e muitos escritórios começam assim. O custo aparece depois: campos inventados para fazer de prazo, fases de venda a fingir de fases processuais, e uma folha de cálculo ao lado para o que não coube.

O que deve ter um bom CRM jurídico?

  • Ficha de cliente e ficha de processo, ligadas, com o contexto todo num sítio.
  • Fases configuráveis por área de prática. Um processo de contencioso e uma operação societária não passam pelas mesmas etapas.
  • Prazos e diligências com dono. Cada prazo tem um responsável e um aviso antes de apertar.
  • Horas, avenças e honorários ligados ao processo, para a faturação sair do que já está registado.
  • Pesquisa de partes para a verificação de conflitos de interesse.
  • Ligação ao email, à agenda e aos documentos, para não obrigar ninguém a registar duas vezes.
  • Permissões por equipa, para cada pessoa ver o que lhe diz respeito.

CRM ou software de gestão de processos?

Sobrepõem-se, e é por isso que a pergunta aparece tanto. Um sistema de gestão de processos para advogados nasce do lado do processo: prazos, diligências, documentos, tribunais. Um CRM nasce do lado do cliente: quem é, como chegou, o que lhe foi proposto, o que vale. Um escritório precisa das duas vistas.

Há três caminhos: um produto que faz as duas coisas, dois produtos ligados entre si, ou uma camada à medida por cima do que já existe. O critério não é o nome da categoria. É se a informação entra uma vez e aparece nos dois lados. Se a equipa tem de escrever o mesmo no CRM e no software de processos, acaba por deixar de escrever num deles. Ver o guia de integrações para escritórios de advogados.

Qual é o melhor CRM para advogados?

Depende do escritório, e quem disser o contrário está a vender um. Em vez de uma lista de marcas, que envelhece em meses, serve melhor uma lista de critérios.

  • Tamanho e estrutura. Um advogado em prática individual precisa de simplicidade. Uma sociedade com várias áreas precisa de fases e permissões por equipa.
  • Áreas de prática. Contencioso vive de prazos. Societário vive de operações e documentos. Recuperação de crédito vive de volume.
  • O que o escritório já usa. O melhor CRM é o que fala com o email, a gestão documental e a faturação que lá estão.
  • Quem o vai preencher. Se der trabalho, ninguém preenche. Conta mais o que se regista sozinho do que o número de funcionalidades.
  • Saída dos dados. Tem de ser possível exportar tudo, a qualquer momento.
Chega um CRM de prateleira quandoCompensa um CRM à medida quando
O escritório trabalha de forma comum e uma área dominaAs fases mudam muito de área para área
A equipa é pequena e quer começar jáO CRM tem de falar com várias aplicações que já existem
Não há integrações críticasHá regras da casa que nenhum produto prevê: aprovações, avisos, relatórios
O preço por utilizador cabe no orçamentoA sociedade já tentou adaptar um produto e ficou com folhas de cálculo ao lado

O que muda num CRM com IA?

  • Registo que se faz sozinho. A IA lê o email que chegou, percebe de que cliente e de que processo é, e arquiva-o no sítio certo.
  • Resumo do histórico. Antes de uma reunião, um resumo do que se passou com o cliente, em vez de reler meses de correio.
  • Extração de dados. Partes, datas e valores tirados de um documento e postos na ficha.
  • Avisos com contexto. Em vez de "prazo em 3 dias", o que falta fazer e quem o tem.

A IA não substitui o registo disciplinado, torna-o mais barato. E o que ela propõe (uma classificação, um resumo) continua a precisar de quem o confirme.

Como se implementa sem parar o escritório?

  1. Mapear como o escritório acompanha hoje clientes e processos, incluindo as folhas de cálculo que ninguém confessa.
  2. Começar por uma área de prática ou por uma equipa, com as fases dessa área.
  3. Migrar o que está vivo. Os processos em curso entram primeiro; o arquivo pode esperar.
  4. Ligar ao email, à agenda e aos documentos antes de pedir à equipa que use, para o registo ser o mais automático possível.
  5. Testar com casos reais e ajustar as fases e os avisos ao que a equipa realmente faz.

É o mesmo método que a TogaTech usa em qualquer projeto de automação: mapear os processos, identificar os requisitos, implementar a solução.

FAQ

Perguntas frequentes

Um escritório pequeno precisa de um CRM?

Precisa de um sítio único para clientes, processos e prazos, a que se pode chamar CRM ou não. Enquanto é uma pessoa só, uma boa folha de cálculo aguenta. O sinal de que deixou de chegar é quando duas pessoas precisam da mesma informação e ela vive no email de uma delas.

O CRM substitui o software de gestão de processos?

Pode substituir ou viver ao lado. O que importa é que a informação entre uma vez e apareça nas duas vistas, a do cliente e a do processo. Se a equipa tem de registar a mesma coisa em dois sítios, um deles acaba abandonado.

É possível ligar o CRM ao email e à agenda?

É, e é o que mais pesa na adoção. Um CRM que arquiva sozinho o correio no processo certo e que mostra os prazos na agenda de cada um é usado. Um CRM que obriga a copiar tudo à mão não é.

Quanto custa um CRM para advogados?

Os produtos de prateleira cobram por utilizador e por mês. Um CRM à medida é um projeto, com um custo inicial de construção e um custo de manutenção. A TogaTech trabalha por projeto: começa por uma demonstração gratuita e por perceber se o escritório precisa mesmo de algo à medida ou se um produto existente chega.

A TogaTech vende um CRM?

Não vende um produto de prateleira. Constrói o CRM jurídico à medida do escritório, ou liga e afina o CRM que o escritório já usa, consoante o que fizer mais sentido depois de mapear como a equipa trabalha.

Quer ver isto a funcionar com os processos da sua sociedade?

Mostramos como trabalhamos e o que faria sentido automatizar primeiro. Demonstração gratuita e sem compromisso.

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